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Notícias sobre Off Road

Texto escrito por Éverson (Chuck) Lopes - EQUIPE JEEPBOM

Primeiras impressões sobre o Stark

Estive em São Paulo entre os dias 29 de janeiro e 1° de fevereiro para conhecer o novo veículo 4x4. O Stark.

O veículo da TAC (Tecnologia Automotiva Catarinense) já está à venda na primeira loja do Brasil autorizada a comercializá-lo. A loja é a Auto Toy / Chamonix e fica em São Paulo na Av. Bandeirantes, 3505 (esquina com Arapurus), bairro Moema. A ligação da Chamonix com o Stark pode ser creditada ao fato de que a Chamonix a mais de duas décadas é especializada na venda de veículos exclusivos produzidos em baixa quantidade.

Mas voltando ao que interessa, a Chamonix já possui em sua loja 5 Starks à venda, além de um sexto modelo destinado a realização de teste drive.

Inicialmente o jipe da TAC virá de fábrica com ar condicionado, direção hidráulica, vidros elétricos, travas elétricas, retrovisores elétricos, volante com regulagem de altura e preparação para som. O motor que equipa o carro será fornecido pela FIAT e é o modelo S23, um 2.3L 16V Turbodiesel Intercooler, de quatro cilindros, injeção direta common-rail que gera 127 cv a 3.600 rpm, com um torque de 30,6 kgfm a 1.800 rpm. O câmbio manual de 5 marchas é Eaton e a caixa de redução é uma Borg/Wargner. Os diferenciais são Dana 44.3 com bloqueio a disco de 75% no eixo traseiro.

Por fora do carro

A primeira impressão que tive do carro foi muito boa. Pessoalmente ele é mais bonito e maior do que aparenta ser em fotos. Com um olhar um pouco mais apurado, nota-se que as linhas do Stark fogem um pouco o conceito tradicional de design dos jipes em geral. O quadradismo clássico da maioria dos 4x4 é quebrado no Stark por linhas volumosas nas extremidades do capô, pelo ângulo mais inclinado do vidro dianteiro, pelo volume dos para-lamas e pelas sinaleiras, faróis e piscas arredondados.

Mesmo sendo uma estrutura tubular (gaiola) o Stark consegue esconder praticamente todo o seu esqueleto por trás do plástico e fibra de vidro que o reveste. Somente no entorno do para-brisa e nas laterais dos para-lamas dianteiros é possível ver partes da estrutura do carro.

As caixas de roda são bem grandes e deixam evidente que o carro foi construído para calçar pneus 33” sem fazer nenhuma alteração.

Os para-choques dianteiros e traseiros são de plásticos. Por trás deles existe uma alma de ferro que deverá ser realmente a responsável por resistir aos impactos. Nas trilhas mais pesadas, este plástico será presa fácil de galhos, pedras e barrancos. Em um futuro breve, à fábrica ou alguma empresa do ramo irá produzir o bom e velho pára-choque em chapa de aço para o Stark, pois somente este tipo de para-choque aguentará os jipeiros mais radicais. Os 4 pontos de ancoragem do Stark, em formato de argola, também não são os mais indicadas para o uso off-road extremo. Os tradicionais ganchos poderiam substituir o sistema atual de argolas para e facilitar em muito a vida dos zequinhas.

A tampa traseira é inteiriça e abre para o lado da calçada. Tive a impressão de que ao mesmo tempo o suporte de estepe segura o estepe e a tampa do carro. Acredito que esta engenharia deve ter sido criada para dar mais firmeza a porta e acabar com um problema comuns aos jipes com estepe na tampa: a famosa folga, causada principalmente quando o estepe é um pneu pesado (33” ou mais). .

Os retrovisores possuem sinaleira de pisca embutido. Algo muito importante no transito urbano, mas uma preocupação a mais em trilhas apertadas.

Os faroletes no para-choque dianteiro e traseiro também podem tornar-se dor de cabeça nas trilhas mais pesadas.

As rodas são da marca Scorro em aro 16”, de liga-leve, pintadas na cor cinza escuro e diamantadas em sua face. Já os pneus são Pirreli Scorpion ATR 255/70/16.

Nos vidros laterais traseiros um pequeno adesivo assina o nome do fabricante do motor, a FTP (Fiat Powertrain Technologies).

A base da placa dianteira possui furação para os parafusos de baixo também. Este detalhe para muitos pode não significar nada, mas é sabido que somente os parafusos superiores não seguram a placa dianteira de um carro no momento de uma travessia em água.

Por baixo do carro

Olhando um pouco de longe o Stark, os dois amortecedores e molas por roda ressaltam aos olhos. Abaixando-se, o que chama a atenção é o vão livre uniforme. Todos os componentes que passam por baixo do assoalho foram colocados acima da proteção tubular. O resultado foi que a base do carro está praticamente reta. Com pneus 33” a distância do chão até a base deverá ser muito boa. A distância da bola do diferencial em relação ao solo também ficou de bom tamanho, pois os eixos não são rígidos e a suspensão é composta por duplos braços em formato A.

Por dentro do carro

Por dentro é impossível dizer que estamos em um veículo com estrutura tubular. O Santo Antônio e o restante da estrutura estão bem escondidos por trás de painéis de plástico na cor cinza escuro. Os bancos de couro também são da mesma cor. Já o teto é cinza claro. Cor essa não muito recomendada para um veículo feito para cair na lama.

Os controles dos vidros elétricos e dos retrovisores estão colocados na porta e facilmente poderão ser alvo da água da chuva ou do barro.

O porta-luvas tem um bom tamanha e a sua tampa fica localizada na parte de cima. Esta mudança deixou o painel com um visual mais limpo e ao mesmo tempo evita que a tampa do porta-luvas se abra durante os solavancos das trilhas e que os objetos ali condicionados caiam.

Alguns mimos comuns em carros urbanos foram incorporados ao Stark. Porta-copos e porta-óculos, botão para travar todas as portas, preparação para som (2 alto-falantes na frente e 2 atrás) e alças no teto para se segurar são alguns exemplos.

O vidro do motorista e do carona são levemente curvados e não devem apresentar o problema de reflexo que o Troller possuía até 2008 e que a Land Rover Defender 90 ainda possui.

No assoalho o tradicional carpete foi substituído por um borrachão no mesmo estilo da L-200 Savana. Escolha acertada pois permite praticamente lavar de mangueira o carro por dentro.

O porta-malas também é digno de um jipe. Espaço somente para no máximo 2 malas finas (se é que isto existe).
Rebatendo o banco traseiro, tem-se bastante espaço para levar, por exemplo, as malas de 2 pessoas em uma expedição.

Conforto

Se você procura um 4x4 com bastante espaço interno, uma suspensão macia e muito conforto, uma camionete é a melhor pedida. Mas se o seu maior interesse é um jipe curto, pronto para ralar, terá que abrir mão da comodidade e de algumas outras coisas mais.

Sendo assim, com Stark não poderia ser diferente. O jipe não é sinônimo de grande espaço, mas possui direção com ajuste de altura. Este ítem certamente ajuda o piloto a conseguir uma posição mais confortável.

Os bancos traseiros são feitos para acomodar 2 pessoas.

No cofre do motor

Na parte da frente do jipe, a troca do pequeno motor gasolina Volkswagem AP pelo da Fiat a diesel turbinado e intercoolado acarretou em perda de espaço. Tudo teve que ser estrategicamente acomodado. A bateria, por exemplo, teve que ficar escondida atrás da mangueira do filtro de ar.

Os opcionais

Como opcionais, será oferecido snorkel, guincho elétrico, teto solar, rack, farol de milha, skid plate metálico (peito de aço) e volante revestido em couro. Deve-se destacar que o fato de o fabricante oferecer o guincho elétrico como opcional significa que o guincho também terá a garantia da fábrica e pode ser uma preocupação a menos para o jipeiro.

O preço

O valor do veículo básico é de R$ 98.780. O fato de ser exclusivo e ser produzido em pequenas quantidades deixaram o valor inicial do Stark bem alto, mas com o passar do tempo esse valor deverá ser reduzido.

Curiosidades

O Stark a venda não é igual aos últimos protótipos a diesel fotografados nas ruas do Brasil. Mais algumas pequenas mudanças foram acrescentadas no carro.

Os pontos de ancoragem, antes escondidos, agora foram colocados nos para-choques.
A abertura da tampa do painel agora é para cima.
O bocal do tanque de combustível passou para o lado do caroneiro.
A maçaneta da tampa traseira agora é maior e é parecida com as maçanetas das portas.
A entrada de ar do motor saiu do capô e foi para o para-lama do lado do caroneiro, agora um pouco mais protegido

Conclusão

O lançamento do Stark foi adiado por diversas vezes devido as mudanças no veículo. O mercado, assim como as ações dos concorrentes, fez e fará com que o jipe da TAC continue mudando. Tal fato não é exclusivo do 4x4 catarinense. O Troller em muito já mudou. Em muito já evoluiu e tanto a fábrica cearense quanto a fábrica catarinense continuarão em plena metamorfose. O resultado destas transformações poderá em breve ser visto nas ruas e nas trilhas do nosso país. Mas no final das contas quem ganha é o off-road nacional que vive uma época de ouro.

Clique aqui e veja as fotos do carro


 
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